Por
muitos anos, as pessoas que nasciam com algum tipo de deficiência eram
rejeitadas pelas sociedade e até mesmo tachadas como seres sem utilidades, mas
com o passar do tempo a história foi mudando e as pessoas com deficiência começaram
a frequentar o espaço escolar, fato esse que vem despertando o interesse de
pesquisadores e até mesmo da população, que busca melhoria para que essa “Educação
Inclusiva”, seja realmente inclusiva.
A
inclusão educacional nos últimos tempo tem sido um assunto muito discutido,
principalmente quando se trata do acesso das pessoas com deficiência auditiva
nas escolas de ensino regular, pois mesmo com o direito garantido por lei,
muitas escolas não estão estruturadas devidamente para atender as necessidades
desses alunos. Mesmo com todas os obstáculos, não podemos olhar para inclusão
como um problema, mas sim como uma oportunidade de inserir pessoas que já
tiveram os seus direitos negados e agora estão tendo a oportunidade de
conquistar o seu espaço. Pois é traves da aceitação da diversidade no meio
educacional que podemos mudar o pensamento das pessoas, ampliando essa visão
para o mundo e desenvolvendo oportunidades de convivências a todas as crianças
especiais.
A
educação no decorrer do tempo, teve uma elevação satisfatória, e a inclusão faz
parte desses avanços, porém ainda nos deparamos com escolas que não atende as
necessidades de pessoas com deficiência auditivas da maneira que é prevista por
lei, onde existe professores que são sabem como lhe dar com as com as
dificuldades desses e alunos, onde a falta de tradutores da linguagem ainda é
um problema recorrente no nosso país. Visto que ainda nos deparamos com escolas
que acolhem esses alunos apenas para atender os preceitos legais e não por
oportunizar uma verdadeira proposta de inclusão, sendo que muitas delas não
contém material adequado para os estudantes especiais, não possuem interpretes,
sala de atendimento especial, e muito menos um ambiente favorável para a
efetiva aprendizagem desses alunos. Alguns professores, frente a necessidades
desses alunos ainda se esforçam, por conta própria, para aprender meios mais
adequados de ensino à esta clientela tão diferenciada, buscando capacitação,
materiais didáticos e formas de ensino mais atrativas e coerentes com a
situação.
Muitos
dos alunos com necessidades especiais que frequentam os espaços escolares,
nunca tiveram a oportunidade de aprender a linguagem dos sinais chegando no
ensino fundamental sem uma compreensão básica, e quando se depara com um
contexto que não tem o preparo necessário para acolher esse sujeito, as
consequências dessas dificuldade vai gerar desanimo e causar a desistência do
mesmo, fazendo com que o número de evasão desses alunos seja maior do que o
índice de aprovação nas universidades e mercado de trabalho.
Mesmo
com a aprovação da lei que incluiu na área de Licenciatura a disciplina de Língua
Brasileira de Sinais, existe também aqueles professores que não consegue se sobre
sair diante das dificuldades, pois mesmo tendo um pouco de conhecimento que lhe
foi fornecido da faculdade, ainda não é o suficiente para atender esses alunos,
que em muitos casos não possui alfabetização na linguagem, fazendo com que o
seu processo de aprendizagem seja ainda mais prejudicado, por isso se faz
necessário a presença de interprete capacitado para atender essa crianças.
A
falta de interprete é uns dos acontecimentos que causam prejuízo no aprendizado
dos deficientes auditivos, pois o êxito só será possível se a escola contar com
auxílio de profissionais especializado na área que atenda devidamente esses
alunos da melhor forma possível. Onde todo apoio oferecido pela escola será
útil, tanto na vida educacional quanto no meio social, visto que o cotidiano das
pessoas com deficiências são cheias de barreiras, muitas das vez importas pela
própria sociedade.
A
implantação da disciplina de Libras na grade curricular foi uma iniciativa do
fortalecimento a inclusão escolar desses alunos, no entanto essa ação não foi
suficiente para atender a demanda desses indivíduos que aos poucos estão se
socializando no espaço escolar. Então para que os mesmo sejam atendidos, é
necessário que o Estado juntamente com os Municípios implantem a disciplina de libras
no Sistema Curricular da Educação Básica, visto que a linguagem deveria ser uma
disciplina obrigatória no Território Nacional, uma vez que a mesma é
considerada como primeira linguagem entre os surdos e a portuguesas a segunda.
Outra
ação que poderia fortalecer ainda mais a inclusão, seria a realização de cursos
de Libras com oferta de materiais didaticos, paras todos os alunos das
instituição que se sentisse interessado em aprender a linguagem, como forma de
socializar ainda mais a comunidade escolar.
No
Brasil o número de interprete capacitado para estar em sala de aula ainda é
desfavorável, causando conflito nas poucas entidade que possui o apoio desses
profissionais, que tem que se desdobrar para atender toda demanda escolar. Por
isso que se faz necessário que os governantes se sensibilize com a causa dos
deficientes auditivos, pois para que a inclusão aconteça de verdade, o direito a
aprendizagem de todos os aluno especiais nas escolas regulares tem que ser uma
prática garantida com profissionais especializados e com escolas bem
estruturadas.
REFERENCIAS
GARCIA,
Vera. As Pessoas com Deficiência na História do Mundo. Blog da Inclusão e
Cidadania. 2013. Disponível em: <https://www.deficienteciente.com.br/as-pessoas-com-deficiencia-na-historia-do-mundo.html>. Acesso em: 12 Abril 2018.
COSTA, Otávio Santos; DE LACERDA, Cristina
Broglia Feitosa. A implementação da disciplina de Libras no contexto dos cursos
de licenciatura. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, v. 10, n. 5, p. 759-772, 2015.
COSTA, Otávio Santos; DE LACERDA, Cristina Broglia Feitosa. A
implementação da disciplina de Libras no contexto dos cursos de licenciatura. Revista Ibero-Americana de
Estudos em Educação, v. 10, n. 5, p.
759-772, 2015.
MANTOAN, Maria Teresa Eglér. A educação
especial no Brasil: da exclusão à inclusão escolar. Universidade Estadual de
Campinas. Faculdade de educação. Laboratórios de Estudos e Pesquisas Ensino e
Diversidade-LEPED/Unicamp, 2002.
AVELAR, Thaís Fleury; FREITAS, Karlla Patrícia
de Souza. A Importância Do Português Como Segunda Língua Na
Formação Do Aluno Surdo. Revista
Sinalizar, v.1, n.1, p. 12-24, jan./jun 2016.
Nenhum comentário:
Postar um comentário