quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Resumo do Artigo Doenças Mitocondriais





          O artigo relata que o primeiro caso da doença mitocondrial foi diagnosticada na década de 60, quando um paciente apresentava vários sintomas, onde desde então apareceram outros casos mas, entre a população não foi constatado dados epidemiológicos da doença até os dias atuais.
          As mitocôndrias possuem diversas funções essenciais para o funcionamento das células humanas e balanço biomolecular para as atividades do organismo.  A mitocôndria é uma organela citoplasmática encontrada em todas as células, tem a função de transformar a energia química dos metabólitos encontrados no citoplasma em energia facilmente acessível à célula. Esta energia é acumulada principalmente em componentes como o trifosfato de adenosina (ATP), que será utilizado quando a célula necessitar de energia para trabalho osmótico, mecânico, elétrico ou químico. As mitocôndrias são partículas esféricas e alongadas, medindo de 0,5 a 1 mícron de largura e até 10 micra de comprimento. À microscopia eletrônica apresenta duas membranas – uma externa, lisa, e outra interna, que apresenta invaginações formando as cristas mitocondriais. Cada célula contém de 2 a 100 mitocôndrias, que tendem a se acumular em locais do citoplasma onde existe intensa atividade metabólica, como o polo apical das células ciliadas.
            As doenças mitocondriais são doenças genéticas que afetam genes que são expressos nas mitocôndrias, possuem seu próprio genótipo tendo várias moléculas de DNA dentro de cada molécula, múltiplas copias do mesmo genes. O DNA mitocondrial é de herança materna, salvo raríssimas exceções, como a heteroplasmia. Essas doenças podem afetar tanto o sexo masculino como sexo feminino.
           As mitocôndrias dos espermatozoides se localizam na cauda, e durante a fecundação, a cauda do espermatozoide não penetra no ovulo, e as mitocôndrias contidas na sua cauda também não entram e, quando é formado o embrião ele só contem mitocôndrias dos ovócito. Podendo surgir ovócitos com maior quantidade de mitocôndrias com mutação no DNA, e o feto vai apresentar uma doença generalizada com fenótipo mais grave, ou ovócitos com menor quantidade de mitocôndrias com menos DNA mutado e assim o feto surge com uma doença mais restrita, a um outro tecido, e por isso, com o fenótipo mais atenuado.
            As várias moléculas de DNA dentro da mitocôndria podem estar em homoplasmia, sem copias mutadas ou em heteroplasmia, quando há copias mutadas de DNA mitocondrial e outras normal, podendo originar doenças degenerativas. As doenças mitocondriais são incluídas no grupo das doenças degenerativas muitas vezes são também abordadas em processos que se relacionam com as doenças degenerativas. As doenças têm relação com perda de função a nível celular e orgânico originando doenças por intoxicação, que provocam danos celulares tóxicos, ou por deficiência energética da célula.
          Os diversos tecidos têm diferentes requerimentos energéticos e tem um efeito limitante, ou seja, há tecidos que precisam de muito mais energia do que o outro. Desta forma, os tecidos com menos necessidade energética e que possuem mutações a nível do DNA mitocondrial, podem não apresentar sintomatologia. Por outro lado as carências energéticas em tecido como o cérebro e o sistema muscular vão ser mais graves, que muitas das doenças mitocondriais sejam encaradas como encefalomiopatias.
             A mesma mutação pode surgir com a diferentes manifestações associadas a patologias diferentes. A patologia será tanto mais grave quanto maior for a heteroplasmia, maior a percentagem de DNA mitocondrial mutado.
             Na patologia mitocondrial não é fácil estabelecer uma correlação entre genótipo e fenótipo, ou seja, não basta saber se tem uma mutação no gene X de DNA mitocondrial, é preciso saber também se está muito ou pouco representado e se está igualmente representado em todos tecidos.

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